quarta-feira, 22 de junho de 2016

Anti-semitismo no Correio da Manhã

Fiel aos seus pergaminhos, o jornal mais vendido de Portugal retoma, na edição de 22 de Junho, o seu tom anti-semita. Num editorial assinado pelo Editor da secção “Mundo”, Francisco J. Gonçalves, levanta-se a interrogação sobre qual será o país que mais apoia o terrorismo. O Editor do “Mundo” explica que os Estados Unidos colocam o Irão no topo da lista de países terroristas.

Francisco J. Gonçalves discorda disso. Porque o Irão apenas apoia “o Hezbollah, grupo radical que é o verdadeiro poder no Líbano e que é também o mais forte contra-poder à expansão de Israel.” Para além disso, o Irão apoia ainda Bashaar Assad, o ditador sírio, não parecendo vir daí nenhum mal ao mundo. Por último, frisa Francisco J. Gonçalves, Teerão apoia “o Hamas, que usa métodos terroristas numa luta nacionalista contra Israel”.

Explicado tudo isto, o Editor do “Mundo” do Correio da Manhã concluiu que há algo que, para a Casa Branca, “tem mais peso que a segurança da Europa e dos EUA: a segurança de Israel.” Ou seja, depois de legitimar a luta do Hezbollah e do Hamas contra Israel (não considerando estes dois grupos como terroristas) Francisco J. Gonçalves utiliza um dos argumentos mais queridos da estirpe anti-semita e neo-nazi: o mito de que os Judeus dominam o mundo, começando pelos EUA.

O mesmo “jornalista” já antes tinha mostrado os seus dotes de autêntico candidato a Reichsführer de umas futuras Schutzstaffel (SS) palestinianas, num texto de opinião datado de 14 de Outubro de 2015, onde classifica Israel como um país “criado em terras roubadas (...) com contas por saldar com a História”. Isto a propósito de uma guerra em Israel que agora se faz à faca – disse - embora o governo judaico classifique “os agressores como terroristas”. Coisa que, na óptica de Francisco J. Gonçalves, não parece ser verdade.

Por outro lado, o Correio da Manhã também é useiro e veseiro em distorcer os episódio de confrontos entre terroristas palestinianos e israelitas, na chamada “Intifada das facas”. Neste caso, um texto do CM não se esquece de mencionar que os ataques podem ser “presumíveis ataques”, por exemplo, resultando, quiçá, de mais uma sinistra montagem dos terríveis judeus e não de uma realidade visível e perceptível.

A propósito da afirmação de Francisco J. Gonçalves sobre o facto de o Hamas usar “métodos terroristas numa luta nacionalista”, seria curioso saber se os programas infantis da TV do Hamas, onde crianças de 5 anos apelam ao extermínio total dos judeus são enquadráveis na tal “luta nacionalista”...

5 comentários:

  1. Comentário: Já teve algum comentário hoje? Algo interessante, não? Temos pena!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. https://plus.google.com/110149437746048721224

      Eliminar
    2. https://plus.google.com/photos/110149437746048721224/albums/profile/6068251374752598850

      Eliminar
    3. Comentador "Unknown": Francisco Pires, com PERFIL no Google (https://plus.google.com/110149437746048721224), FOTO, idem (https://plus.google.com/photos/110149437746048721224/albums/profile/6068251374752598850) CÌRCULO DE RELAÇÕES (https://plus.google.com/110149437746048721224)

      Eliminar