sábado, 5 de novembro de 2016

Fernando Medina, o "Hilfswilliger" da Mouraria

O homem a quem António Costa deixou a responsabilidade de continuar
a escavacar Lisboa ultrapassou todas as expectativas. Entre outras decisões que terão um impacto marcante na cidade está o seu plano para destruir a Mouraria. Permitam-me um àparte relativamente longo: Sir Trevor Philips, cidadão inglês e negro caribenho, que foi presidente da Comissão para a Igualdade e Direitos Humanos, na Grã-Bretanha, alertou há tempos para o facto de os muçulmanos não serem capazes de se integrar na sociedade britânica e construírem, sistematicamente, guetos, "transformando-se numa nação dentro da nação". 

Sir Trevor Philips resumiu as origens do problema numa frase: "Os muçulmanos não são como nós" - britânicos, entenda-se. Numa alusão muito directa ao famoso discurso "Rivers of Blood", de Enoch Powell, Trevor Philips acusou a classe política e a elite britânicas de se comportarem como o imperador Nero: tocam harpa e cantam, enquanto a Grã-Bretanha está prestes a ser devorada pelas chamas de "um conflito racial e religioso", devido a uma "auto-ilusão dos liberais", que se recusam a admitir a realidade no que toca à imigração em massa. Sir Trevor Philips é, repito, negro e natural das Caraíbas.

Longe de mim admitir que esta imagem histórica se aplique a Fernando Medina. Seria por demais ofensivo para a classe política e para a elite portuguesas, por muito más - e são... - que fossem. O que melhor se coaduna com Fernando Medina é o termo "Hilfswilliger" - "Hiwi", abreviadamente - que, em alemão, quer dizer "voluntário", "assistente voluntário", "disposto a ajudar". O termo era usado pelas tropas alemãs, durante a Segunda Guerra Mundial e aplicava-se aos colaboracionistas que trabalhavam para as autoridades germânicas, nas mais diversas áreas: guardas de campos de concentração, motoristas, cozinheiros, carregadores de munições, sapadores, etc.

Embora um número razoável de "Hiwis" tenha sido recrutado em campos de prisioneiros, a maioria ofereceu-se - como a designação indica - para colaborar voluntariamente com os ocupantes nazis. Não sei se Fernando Medina toca harpa, dedilha piano ou sopra em pífaros. Sei que, em relação à Mouraria, terá oportunidade - porque ainda é novo - de a ver arder. E se não manuseia nenhum instrumento musical, tem ainda tempo para aprender. É certo que cada país tem o Nero que merece mas a milenar Olisipo não merecia ter um "Hiwi" à frente dos seus destinos.

Fatídica decisão

O preclaro Fernando Medina decidiu oferecer uma mesquita, não aos muçulmanos, mas apenas aos muçulmanos naturais do Bangladesh que residem na Mouraria. Estes já lá tinham um lugar de culto, onde largas dezenas (de homens, apenas) se agacham semanalmente. Uma vez por ano, na festa do Eid, esses muçulmanos agacham-se noutro sítio: no Largo Martim Moniz, para mostrar o poder que têm e, ao mesmo tempo, cuspir na memória do herói da conquista de Lisboa, que se sacrificou, morrendo entalado na porta do castelo (que até hoje leva o seu nome) e permitindo assim que os cristãos conquistassem a cidade, na posse dos muçulmanos (que então se chamavam mouros).

O facto de o lugar de já culto existente na Mouraria  [Baitul Mukarram, na Calçada Agostinho de Carvalho] não ter "o mínimo de condições", como explicou em Junho do corrente ano, ao jornal Público, o arquitecto Manuel Salgado - vereador com o pelouro do urbanismo na Câmara de Lisboa - terá sido a razão principal para a autarquia lisboeta decidir avançar com o financiamento da construção de uma nova mesquita. A comunidade bangladeshi, por seu lado "manifestou interesse em ter melhores condições para o seu culto", segundo o mesmo arquitecto e até pagou o estudo prévio do projecto da mesquita, onde estão contemplados dois blocos de construção, ficando os dois espaços de oração - um, para os homens e outro para as mulheres (?) - situados no bloco que confina com a rua da Palma.

Esta fatídica decisão de Fernando Medina já teve consequências, dando início a um "pogrom" que exterminará - no sentido figurado - todos os habitantes da Mouraria que não sejam muçulmanos do Bangladesh. Não sei se Fernando Medina sabe inglês, mas de certeza que tem alguém na Câmara de Lisboa que lhe traduza umas páginas da Internet. Recomendo vivamente ao "Hiwi" lisboeta a introdução ao livro "The Islamic Republic of Dewsbury", de Danny Lockwood (Dewsbury é uma vila com 48 britânicos brancos e 4.033 muçulmanos paquistaneses e indianos). Sugiro-lhe ainda a leitura de alguns artigos de jornais sobre o número de cidades onde os britânicos brancos (classificação legal utilizada nos Census) já são uma minoria (Londres, Leicester, Luton, Slough) e sobre as cerca de 30 cidades que, no espaço de 10 anos, passarão a ter uma população minoritária de britânicos brancos (como Birmingham, a segunda maior cidade britânica).

Adivinhar o futuro

Eu sei como é que o autarca "Hiwi" me responderia a estas sugestões, caso alguma vez houvesse diálogo entre nós. Diria as balelas do costume sobre as delícias do multiculturalismo e a obrigatoriedade moral de dar guarida aos refugiados, imbuído do mesmo entusiasmo com que o Daniel Oliveira, sua ameba gémea, apelou, no Expresso, à substituição dos portugueses por imigrantes: "Bem lhes podem fechar a porta. Eles entrarão pela janela. Felizmente tomarão conta das nossas cidades (...) se não fôssemos tão estupidamente arrogantes, até fariam qualquer coisa desta Europa aristocrata, falida e snobe (...) Espero que não se integrem na mediocridade nacional. Que venham muitos e façam disto um país." (Coisas destas fazem-me perder a fé na genética, enquanto Ciência!)

O futuro da Mouraria já se pode ler nalgumas zonas de Odivelas. Como bem disse Sir Trevor Philips, "os muçulmanos não são como nós" e amontoam-se à volta de cada mesquita e lugar de culto (que já são cerca de 60, em Portugal e nos Açores). A excepção é a Mesquita de Lisboa, dadas as específicas características urbanas da zona envolvente. Mesmo assim, há alguns anos a escola secundária que fica ali mesmo em frente fechava todas as sextas-feiras, para não incomodar a prática do culto islamita (não sei, confesso, se o hábito se mantém). Nas zonas envolventes das mesquitas e lugares de culto, os muçulmanos começam por comprar as casas e apartamentos, inflaccionando os preços, numa primeira fase e fazendo-os cair por aí abaixo, quando os não-muçulmanos se apressam a vender as suas habitações, para se porem a andar dali.

Numa segunda fase, desaparecem as bebidas alcoólicas, como se tivesse sido aplicada uma espécie de Lei Seca. O principal estímulo para este desaparecimento é o rápido desaparecimento dos não-muçulmanos, consumidores da cervejola e do copo de três. Não havendo procura, lá se vai a oferta. Quando esta medida "soft" não dá os resultados pretendidos, as comunidades muçulmanas por essa Europa fora já mostraram como são criativas e, em vários países, instituíram as chamadas "patrulhas sharia" que expulsam das suas zonas de controle urbano indivíduos que acendam um cigarro pela rua fora, tenham um saco de plástico com latas de cerveja na mão ou mulheres com saias demasiado curtas. 

Portanto, dentro de algum tempo, a (pouca) população não-muçulmana da Mouraria ficará reduzida a qualquer coisa proporcional aos 48 solitários idosos brancos de Dewsbury, afogados nos seus 4.033 muçulmanos de ascendência paquistanesa e indiana. Em 2011, segundo dados oficiais, já se sabia quem dominava o bairro: 61,8% dos seus habitantes eram provenientes da Ásia (um pequeno número da China, a larguíssima maioria do Bangladesh) mais 14,2% vindos de África e apenas 14,6% originários da Europa, referenciados como "autóctones" - vulgo indígenas. De então para cá, não deve ter mudado muito. E se mudou, de certeza que foi para pior.

Terra queimada

Mais um àparte, a propósito destas técnicas de limpeza étnica nas zonas urbanas controladas por muçulmanos. Já estava o meu pai perto dos 80 anos quando se viu obrigado a alterar um pormenor de uma das suas mais importantes rotinas, os passeios diários com a sua cadela chihuahua. Em vez de atravessar a rua para o lado onde está a Mesquita de Odivelas e caminhar ao longo de um extenso e largo passeio ajardinado, optou por dar as voltinhas com a cachorra na direcção oposta. E tomou esta decisão depois de vários "encontros imediatos" de péssimo grau, com outros tantos muçulmanos, que o ofenderam e ameaçaram por o meu pai ter deixado a cadela - velhinha e quase cega - aproximar-se demasiado deles e até tocar em dois ou três. A bicha tinha daquelas trelas extensíveis e o meu pai dava-lhe alguma liberdade, não tendo os reflexos necessários, atendendo à sua idade, para a recolher quando se aproximava algum muçulmano. 

Adiante. Nas zonas urbanas controladas por muçulmanos, os talhos transformam-se rapidamente em estabelecimentos de carne "halal" e, para se conseguir comer umas bifanas em casa, é necessária uma viagem ao bairro do lado. Na Inglaterra, em aguns casos, é mesmo preciso uma viagem à cidade mais próxima. Os mini-mercados e mercearias ficam sem bebidas e enchem as prateleiras com "produtos étnicos". Alguns cafés resistem, embora a "seco", mas deixa de ser permitida a presença de mulheres. A chamada para a oração ("o som mais delicioso do mundo", como disse uma vez o presidente Barak Hussein) sobrepõe-se a todos, cinco vezes por dia, berrado através do altifalante da Mesquita. Na Mouraria não se coloca este problema mas fosse o ex-bairro típico de Lisboa ali para os lados da rua Alexandre Herculano, muitos frequentadores da Sinagoga haviam de ser caçados e espancados regularmente, tal como acontece na França, Bélgica, Alemanha, Holanda, etc, etc (basicamente, em todos os países europeus com uma população muçulmana que exceda 1%).

Portanto, o "Hilfswilliger" da Mouraria, com o anúncio da sua decisão e a expropriação dos edifícios onde vai ser construída a nova mesquita, já garantiu a destruição deste bairro. Presumo que os meus esforçados e tolerantes leitores, por esta altura, já perceberam porque chamo "Hilfswilliger" ao Fernando Medina. Pois é. Ele escolheu juntar-se ao inimigo, pelas mesmas duas razões que levaram muitos cidadãos de países europeus invadidos por Hitler a transformarem-se em colaboracionistas: por medo e pela percepção de que essa decisão poderia trazer lucros (políticos e/ou financeiros) a muito curto prazo. 

Fernando Medina até teve a clarividência de escolher uma mesquita cujos responsáveis reforçam a garantia de que, à partida, o seu projecto de destruição de um bairro tradicional lisboeta terá sucesso, custe o que custar, a bem ou a mal, com um pau ou uma cenoura. A "Baitul Mukarram Lisbon Masjid & Bangladesh Islamic Center" foi palco, em 2011, de várias palestras proferidas por um ilustre causídico, religioso e activista político bangladeshi, Rizwan Hussain. Este multifacetado muçulmano é também apresentador de um canal de televisão islâmico na Grã-Bretanha, o "Islam Channel" que, segundo o Ofcom, organismo independente regulador da actividade televisiva no Reino Unido, promove a violência contra as mulheres e defende o direito dos maridos violarem as esposas quando estas não queiram ter relações sexuais, a chamada "violação marital". 

Apoiante de terroristas

Rizwan Hussain teve uma intensa actividade na área assistencial mas viu-se obrigado a demitir-se de uma das organizações a que presidia depois de uma reportagem da ITV - "Exposure: Charities Behaving Badly" - revelar, através de filmagens com câmara escondida, funcionários da Global Aid Trust elogiando Anwar al-Awlaki, cidadão americano considerado um dos mais importantes organizadores e recrutadores da Al-Qaeda. Anwar al-Awlaki integrava a lista de "Specially Designated Global Terrorists" do governo dos EUA e foi liquidado num ataque de um drone, em 2011. Os sermões de Anwar al-Awlaki estiveram à venda, em formato DVD, no site do canal de televisão "Islam Channel", onde Rizwan Hussain é apresentador.

A organização de caridade presidida por este misto de advogado e religioso islâmico foi ainda acusada de organizar uma série de eventos onde os oradores promoviam o anti-semitismo e a violência jihadista, bem como a recolha de fundos para actividades terroristas. Exemplo disso foi uma intervenção de Dawah Man, a.k.a. Imran ibn Mansur, acusando os Estados Unidos e os países europeus de "serem controlados pelos sionistas" e alegando que "esses países são financiados pelos proprietários dos maiores bancos do mundo, que são todos judeus". Outros eventos, também organizados pela associação presidida por Rizwan Hussain, contaram com a presença de religiosos conhecidos pela sua posição de defesa do terrorismo islâmico, como Abu Salahudeen ou os chamados
Um extremista na Mouraria
"pregadores do ódio", Muhammad ibn Adam al-Kawthari e Suliman Gani. No seu extenso curriculum, o pregador Rizwan Hussain afirma ainda ter procedido à recolha de fundos para organizações de caridade muçulmanas como a Interpal, Muslim Aid e Muslim Hands. Todas estas organizações foram acusadas de financiar actividades terroristas e uma delas, a Interpal, está inclusivé na lista de “Specially Designated Global Terrorists" do governo dos Estados Unidos. Dawah Man, aliás Imran ibn Mansur, também manifestou publicamente o seu apoio a conhecidos terroristas como Aafia Siddiqui e Moazzam Begg, ambos de origem paquistanesa e ligados à Al-Qaeda.

Perante o curriculum do senhor Rizwan Hussain, imagino que as palestras por ele proferidas, na mesquita da Mouraria, em 2011, devem ter sido interessantes. É pena que a "Baitul Mukarram Lisbon Masjid & Bangladesh Islamic Center" não tenha essas gravações online, para a gente reforçar a nossa convicção de que o Islão é uma religião de paz (e que o Fernando Medina é um bom presidente de câmara...)

1 comentário:

  1. «José Manuel Anes ex-presidente do OSCOT, disse em entrevista à TSF que está muito APREENSIVO com a Nova Mesquita do Martim Moniz, porque representa um RISCO, uma vez que frequentada por pessoas vindas de outras geografias e com outras mentalidades.

    José Manuel Morais Anes é um criminalista e professor universitário português.
    Licenciado em Química e doutourado em Antropologia Social, é membro de diversos organismos ligados à segurança e criminalidade.
    É um conhecido maçom, tendo sido grão-mestre da Grande Loja Regular de Portugal.»

    https://www.youtube.com/watch?v=qoYyvXdJihA

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