quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A TRISTE HISTÓRIA DE COMO UM CAÇADOR FOI CAÇADO...


Desde há dois dias que alguém acede ao meu computador às minhas contas na Net (Gmail, Facebook, etc) com regularidade diária, a partir de um IP que não é o meu, utilizando um equipamento informático que não corresponde à marca e modelo do computador que uso.
Este misterioso "visitante" é bastante fraco, tecnicamente. Era de esperar maior qualidade por parte de funcionários da secção de Crimes Informáticos da Polícia Judiciária de Macau! Por exemplo, era de esperar que, antes de entrarem em contas de Gmail e Facebook de "eventuais suspeitos", esses funcionários da Polícia Judiciária de Macau verificassem que tipo de "browser" é que os "suspeitos" usam.
Não vou dizer qual é que uso, digo qual é que não uso: não uso o Internet Explorer (que os funcionários da PJ são obrigados a usar, por determinaçao interna) há muitos anos. Portanto, quando o programa de viglância da PJ detecta que eu faço uma determinada operaçao, liga automaticamente e vai "cheirar" o que eu estou a fazer. Acontece que vai fazê-lo com o Internet Explorer e eu recebo um alerta do meu sistema de segurança, via email, a dizer que alguém foi ver a minha conta de Gmail, por exemplo, utizando um "browser" diferente daquele que eu normalmente uso.
Nada disto me preocupa, por duas razões: primeira, quem não deve, não teme; segunda, ao que julgo saber com enorme grau de fiabilidade, esta investigação da PJ terá a ver com duas queixas do Luís Crespo, a.k.a. "Leocardo", que foi à PJ acusar-me de ter cometido um crime de gravação e fotografias ilícitas, e outro de devassa informática tendo alegado que eu fiz e aconteci, em termos informáticos, para conseguir aceder à caixa de correio de um email dele (leocardoemmacau@yahoo.com).
Recentemente, dizia o meu bom amigo (e primeiro chefe no jornalismo, em 1981!) José Rocha Dinis, que há quem pense que é Napoleão - isto a propósito das ideias grandiosas dessa figura incontornável da política local, o Vitório Cardoso, um grande amigo e correligionário "laranjinha" do "Leocardo".
Não sendo necessário um Wellington para derrotar o Vitório, uma vez que ele próprio se encarrega disso, já em relação ao Leocardo se colocam muitas outras e mais complicadas questões: se - repito - se, de facto a PJ me está a vigiar e a investigar, informaticamente, na sequência de uma denúncia de Luís Miguel Fernandes Crespo, que terá alegado que eu violei a privacidade da sua caixa de correio electrónica, que diabo de argumentos tão convincentes terá este indivíduo utilizado, na sua queixa?
Pergunto  isto porque não sendo "hacker", não sabendo ser "hacker" e nunca me tendo armado em "hacker", tenho conhecimentos suficientes de Direito e informática para ter uma ideia precisa sobre que tipo de indícios é necessário apresentar, junto da PJ, para que esta desencadeie um processo de intercepção de comunicações, que tem de ser previamente autorizado por despacho de um juiz...
Aguardemos, tranquilamente, a evolução dos acontecimentos.
E terminada esta curta lição de Informática, se os responsáveis da PJ quiserem, estou disponível para dar uns cursos acelerados de formação ao pessoal da secção de Crimes Informáticos (uns tostões extra, dão sempre jeito...)

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